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Mercado pet 2026: desaceleração pede eficiência, não pânico

O setor pet brasileiro segue crescendo, mas em ritmo menor. O que a desaceleração muda para o dono de pet shop e por que eficiência virou a palavra do ano.

Depois de anos de crescimento acelerado, o mercado pet brasileiro entrou em outro ritmo. O setor movimentou R$ 75,4 bilhões em 2024 e a projeção da Abempet para 2025 ficou em torno de R$ 77,9 bilhões — alta de cerca de 3,4%. É crescimento, mas menor. E isso muda a conversa dentro da loja: a era de crescer junto com a maré acabou; agora cresce quem opera melhor.

Desaceleração não é retração

Vale separar as palavras: o setor não encolheu — desacelerou. O Brasil segue com uma das maiores populações de pets do mundo, na casa dos 164 milhões de animais, e o gasto por tutor continua resistente mesmo em ciclos econômicos difíceis. O que mudou é que o cliente novo não aparece mais sozinho na porta.

O que muda para o pet shop pequeno e médio

  • Margem importa mais que faturamento: com receita crescendo menos, cada ponto de desperdício pesa mais.
  • Retenção vale mais que aquisição: manter o cliente que já existe custa menos do que conquistar um novo.
  • Decisão no feeling fica cara: sem enxergar número, o corte ou o investimento errado passa despercebido.

Eficiência é a palavra do ano

Num mercado que cresce 3% ao ano, a diferença entre a loja que prospera e a que fecha não está no tamanho da placa: está no controle. Estoque que bate, agenda sem furo, caixa que fecha em minutos e lucro visível numa tela — é isso que libera tempo e margem para competir.

As praças regionais contam outra história

O número nacional esconde diferenças locais. Belo Horizonte tem mais de 2.100 estabelecimentos pet e segue entre as maiores cidades do setor no país; em Brasília, os serviços de banho e higiene cresceram na casa de três dígitos entre 2019 e 2023, segundo dados do Sebrae. Ou seja: há demanda — ela só exige mais profissionalismo de quem atende.

Por onde começar

Antes de cortar custo ou investir em anúncio, meça onde você está. Um diagnóstico honesto da operação — caixa, estoque, ferramentas, clientes e lucro — mostra em minutos quais pontos cegos estão comendo a margem que o mercado não vai mais devolver sozinho.

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Perguntas sobre este tema

O mercado pet vai parar de crescer em 2026?
Não. O setor movimentou R$ 75,4 bilhões em 2024 e segue crescendo, na faixa de 3% ao ano segundo a Abempet. O que acabou foi o crescimento acelerado — agora o resultado de cada loja depende mais de eficiência do que da maré do mercado.
O que fazer com a desaceleração do setor pet?
Focar em eficiência e retenção: controlar estoque e caixa, reduzir faltas na agenda, recuperar clientes sumidos e enxergar o lucro por serviço. Com receita crescendo menos, a margem vem do controle da operação.
Ainda vale a pena abrir ou investir em pet shop?
O mercado segue entre os maiores do mundo, com cerca de 164 milhões de pets no Brasil e demanda resistente. Mas a barra subiu: quem entra ou cresce agora precisa de gestão profissional desde o primeiro dia.